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Pós Evento: IBEF e IBRI trazem vivências práticas de Relações com Investidores

04/12/2013 16:24:25

IBEF e IBRI trazem vivências práticas de Relações com Investidores

O IBEF PR e o IBRI (Instituto Brasileiro de Relações com Investidores) realizaram no último dia 4 de dezembro o "Workshop Práticas de Finanças e Relações com Investidores". Tendo como mediador José Luiz Carvalho, da KMPG, o encontro teve o relato de vivências práticas da realidade da área de Relações com Investidores das empresas Copel e Bematech.

Solange Gomide, da Copel, abriu o workshop e apontou que abrir o capital é uma decisão estratégica. Como a área de energia exige investimentos robustos e a Copel possui limitações pela sua formação societária, a saída foi utilizar o mercado de capitais para buscar recursos.
Ela aponta, no entanto, que algumas peculiaridades do cenário brasileiro interferem nas atividades da área de Relações com Investidores. “A instabilidade do marco regulatório e a insegurança jurídica influenciaram nosso setor, como a MP 579, que incentivou as concessionárias a renovar as concessões, derrubando o valor da tarifa”, observa.
Segundo Solange, a RI precisa ser ágil nos dias de hoje para informar o investidor, porque tem acesso a informações em tempo real. Entre as atividades da RI, estão relatórios, compliance, informação de mercado e, claro, relacionamento.

Marcos Perillo, por sua vez, detalhou as ações da Bematech na área. Antes, no entanto, ele mostrou aos presentes que as exigências do diretor financeiro mudaram, especialmente a partir da década de 1990. “O Brasil começou a receber investimento estrangeiro e isso passou a demandar um profissional capaz de atender a essa nova realidade, como governança corporativa, transparência, prestação de contas”, relata.

Ele conta que, ao contrário de antigamente, em que o CNPJ pagava por quaisquer erros na empresa, hoje é o CPF do administrador que está na berlinda. “Na verdade, o investidor quer um administrador que se preocupa com a empresa”, assinala.

Na Bematech, por exemplo, foram feitas várias alterações, entre elas trazer a RI para o organograma do CFO, que antes se reportava à presidência. “Não faz sentido o CFO não ter o RI sob sua responsabilidade”, assinala ele.
Perillo também aponta que o investidor está olhando com lupa os resultados das empresas com um grau de exigência que impõe um cenário empresarial onde controles internos, tesouraria, controladoria e jurídico são vistos com especial atenção. “Tudo isso traz confiança a quem deseja aplicar recursos nas organizações”, conclui.

 

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